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sexta-feira, 12 de março de 2010

Dos tormentos duma pobre rapariga


Dado o lapso de tempo entre a última entrada e a presente data, imagino que duas alternativas se vos apresentem como justificação: ou o excesso de trabalho que não me deixa tempo para blogar, ou o excesso de tédio que não me dá do que falar... Pois bem, a realidade é um misto das duas coisas.
Feito que está o primeiro semestre do master, é hora de me lançar na concretização dos trabalhos que juntamente com o estágio (na Cour de Justice de l'Union Européenne) vão validar o segundo. No entanto, e apesar de me ter tornado uma espécie de rato de biblioteca e ter recolhido um considerável numero de textos relacionados com os 3 temas sobre os quais me compete tratar, sinto que a motivação e inspiração me falham e que nada de realmente inovador me surge. E a cada passo fico mais confusa, ciente de que não estou a avançar, mas com a certeza de me esforçar nesse sentido. Durante o dia leio, durante a noite penso na estrutura... E no meio de tamanha agitação mental, confesso que me tem sido penoso descansar o cérebro. Além de que o ronron do meu querido namorado não ajuda a embalar os sonhos. Quase me apetece atira-lo abaixo da cama... :s
À mistura com estes aspectos de índole semi-profissional, digamos assim, que incluem a aproximação do fim do mestrado e a consequente incerteza do futuro, juntam-se os aspectos pessoais, nomeadamente o facto da minha vida se ter tornado o mais absoluto e completo marasmo... Pff... Apenas a certeza de que a primavera está próxima traz uma ligeira esperança de mudança...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Do dia dos namorados


Porque mesmo amantizados seremos eternos namorados, pensei que este dia poderia ser aproveitado para compensar o stress dos ultimos meses (por causa dos exames e dos dias frios) e dar alguma acção à nossa vida, satisfazendo, também, a minha (não tanto nossa) ânsia de conhecer novos mundos. Assim procurei destinos possíveis e relativamente próximos e acessíveis onde pudesse passar um encantador fim de semana com a minha cara metade.
Não durou muito tempo a excitação porque, com o argumento medianamente válido de que poderia ser chamado para trabalhar, o meu mais que tudo pôs um travão ao meu desvaneio. Mas não um fim! Porque se não era plausível um fim de semana fora (sendo certo que já há varios dias que o mau tempo o tem retido em casa e portanto, trabalhar sábados é coisa do ano passado), sempre poderia programar um domingo diferente.
Sugeri, fiz planos. Mas as opções foram-se esgotando, por isto e por aquilo, pelos pós pelos contras... e a minha vontade também.
It takes 2 to tango.
E assim sendo, a unica novidade neste domingo de S. Valentim foi o facto de termos almoçado em nossa casa (e não o tradicional almoço em familia, em casa dos meus pais).
Como nota positiva fica o fondue de chocolate que, mesmo não satisfazendo em pleno os gostos do senhor meu namorado pelo facto de ser quente, aromatizou o ambiente e aqueceu os nossos corações.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Do dias monótonos



Os dias lá fora não convidam a saídas. Se é verdade que a neve é lindíssima de contemplar, não é menos certo que após mais de 3 semanas de manto branco os olhos se habituam e desejam mudança. Além de que o tapete escorregadio e inacreditavelmente sujo que emerge após a primeira queda dos flocos só contribui para um desejo de clausura.
Assim, desde o fim dos exames vejo-me confinada às 4 paredes de casa, sendo que na semana passada tive que partilhar, 24h/24h, o reduzido espaço com a minha cara metade, impedido de trabalhar com o mau tempo.
Convenhamos que a companhia não é desagradável, muito pelo contrário, mas o tédio diário aborrece. Do sofá para o pc, do pc para o sofá, as horas avançam devagar! E o único resultado prático visível aos olhos do mundo foi o avanço considerável na quinta do farmville. Ao que uma pessoa é chegada...
Numa ultima esperança de tirar algum proveito deste tempo morto, que não apenas gorduras localizadas e rabo achatado de tanto "fare niente", agarrei-me com unhas e dentes aos bestsellers de Stephenie Meyer, em inglês! Sim, que a ideia não é apenas conhecer o decurso da saga vampiresca mas essencialmente obrigar-me ao esforço de ler em inglês, na esperança de com isso aprender alguma coisa. Será que sim??
Resta dizer que a pausa entre semestres está por um fio e não tarda nada estarei embrenhada em leituras para meus seminários. Hum... não posso negar uma certa frustração ao dar-me conta que o futuro próximo se avizinha igualmente entediante. Mas pelo menos terá um objectivo de inegável importância - validar o ultimo semestre do mestrado.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Da falta de melhor...


Não sei se pela pressão ou se pelo desejo de me ver livre de uma vez por todas deste "tema" que anda a pairar na minha mente há umas semanas, deu-me uma vontade louca de atirar cá para fora. E olha que esta não é uma boa hora para escrever - manias de artista, diz ela! Enfim, adiante.
Numa daquelas pausas merecidas, nessas benditas férias que já tive o prazer de partilhar, encontrei-me com duas amigas do coração - Ana e Vera - sendo que a primeira, que já nos havia comunicado a intenção de casar em 2010, nos apresentou o dito anel de noivado! Diz o meu namorado que nós (as não noivas) pareciamos umas histéricas! Epá, mas gajos lá sabem a emoção de um anel de noivado? O certo é que uma hora depois ainda estavamos a falar do imenso trabalho que dá organizar um casamento e de quantos pormenores é preciso ter em conta para que tudo saia perfeito. É seguro que experiência pessoal não tenho, mas já "casei" tanta amiga que me considero quase uma mestre no assunto. E a Bérinha viveu a coisa bem de perto, ao levar a maninha ao altar. Portanto, lá nos entretemos numa animada cavaqueira em torno do grande dia.
Para a pergunta: "qual vai ser o tema do casamento?" a noiva não teve dúvidas. Mas foi aí que uma pré-crise se instalou no meu pensamento. Sim, eu não consegui vislumbrar no horizonte longínquo de um potencial casamento com o meu mais que tudo um tema para o nosso matrimónio. É que, supostamente, o mesmo representa algo que os noivos partilham como gosto, hobbie... e, mesmo após ter partilhado os meus anseios com a cara metade, não obtive resposta para a pergunta.
Fizemos o percurso de regresso a casa numa especulação de temas, mas nenhum reuniu consenso. E no dia seguinte continuei a martelar na mesma coisa, incapaz de solver tamanho problema. Após mais um longo diálogo - que esteve muito próximo de um longo monólogo, dado o desinteresse que o meu potencial futuro noivo deu à coisa - chegamos, por força de arrumar o assunto, à conclusão que só duas coisas nos unem: o Amor e o chocolate!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dos dias nos recônditos da terrinha


Porque o prometido é devido, e para calar essas más linguas que diziam "ah e tal, hás-de ter muito que contar, hás-de", cá estou de volta ao activo (findos que estão os exames) e disposta a "cascar forte e feio" em tudo e, sobretudo, no meu querido e adorado namorado.
Pese embora os acontecimentos que vou narrar se tenham desenrolado há algum tempo, não quero deixar de os partilhar.
Então foi assim:
Como é de vosso conhecimento, eu não queria passar o Natal em Portugal. O motivo também é sabido - a aproximação dos exames e a consequente inépcia ao aproveitamento da viagem para me divertir e estar com as amigas. Mas, e independentemente da minha vontade, lá fomos de malas aviadas. E dizer que foram dias felizes é tudo menos a verdade. Mas só para mim! Isto porque enquanto eu ficava em casa a estudar (ou a serandar pelo quarto a pensar que deveria estudar), o senhor meu namorado andava ao laréu, distraído no café (o tasco lá do sítio, que deve ter mel, tal a frequência!) e com os amigos. Eu bem sei que se ele ficasse em casa seria ainda mais desastroso, dada a sua incapacidade de se manter quieto e caladinho. Mas não posso negar que a sua descontração e boa vidinha me deixavam podre de raiva e inveja.
O pior é que, embora evitando roubar tempo aos estudos, sei que as horas infindáveis mergulhada em acórdãos e tratados não foram devidamente aproveitadas pelo sentimento contínuo de que bem gostaria de estar a fazer outra coisa.
Encontrei, forçosamente, espaço para visitar/encontrar algumas amigas, mas outras tão pouco vi, o que lamento. E dizer que fiz coisas "mesmo fixes" está longe de corresponder à realidade dos factos. Aliás, em 3 semanas, fica o registo de um pequeno passeio na praia e a contemplação desse infindável lago salgado. Não sei porquê, sinto sempre saudades do mar. Talvez a sua imensidão a perder de vista seja uma fonte de inspiração para o meu espírito aventureiro...
Foi assim que tudo se passou, desta vez. Mas fica a garantia de que não volto a partir de "férias" com capas à tiracolo. E da próxima quem vai andar ao laréu sou eu! :P

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Do ponto de situação


A ausência de novas entradas é evidente e já se fez notar. Várias pessoas (para não confessar que foram apenas duas - mas daquelas mesmo importantes, vá), já me chamaram à atenção para o abandono a que deixei o blog. E é por elas que me levantei a estas horas da manhã! :o) (ou então é apenas porque não conseguia dormir e decidi aproveitar o tempo para fazer alguma coisa que me dá prazer - divagar!)
Mas avançando. Devo esclarecer que não é por falta do que dizer que não escrevo - afinal de contas há sempre do que falar, numa vida partilhada - mas por falta de coordenação mental para o fazer.
Desde o fim das aulas, em dezembro, que os exames não me saem do pensamento. E pese embora não estivesse todos estes dias a estudar (ainda que devesse), não consegui, nos intervalos, encontrar a disposição e discernimento para vir até cá e falar de coisas...
Mas tenho, agendados, assuntos para vos contar. Fica a garantia de que o farei em breve, visto que os exames estão por um fio - na próxima quinta-feira finda aquela que tem sido uma sucessão de desventuras. Sim, não estou particularmente orgulhosa nem tão pouco confiante nas respostas que me foi possivel dar às perguntas inimagináveis que surgiram pela frente, mas há que acreditar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Da cama de solteiro para dois


Não sendo propriamente problemático, foi com alguma dificuldade que interiormente aceitei esta invasão de propriedade - a partilha do meu quarto e, concretamente, da minha caminha de menina solteira!
É certo que quartos separados estava fora de questão! Mas, e independentemente do facto de ter partilhado a cama anteriormente, este sempre foi o meu espaço e nunca gostei que mexessem nas minhas coisas!...
Dou-me conta que as consequências da mudança de estado civil (se assim se pode dizer - pelo menos nós entendemos que estamos casados!) ainda operam e não há dúvida que requerem uma constante adaptação. Mas nós damos conta do recado... penso eu!

Convenhamos que o tamanho reduzido do colchão propicia um maior aconchego muito gostoso no combate ao frio, mas tenho saudade da nossa cama XL e do equilibrio do nosso palácio!