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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Das novidades prometidas



Agora que páro dois minutos e dou uma vista de olhos pelo meu estimado blog sinto que estou em falta para com os meus queridos leitores/seguidores.
É caso para dizer: já pareço uma política - seja lá de que partido for, porque, no meio de tanto salafrário... venha o Diabo e que escolha!
E porquê? Porque prometi, prometi... e até à data nada...
Trocando por graúdos (não quero cá confusões!): disse-vos que assim que as coisas tomassem um rumo (na minha vida profissional) vos informaria... Constato que ainda não o tinha feito mas chegou a hora!

Então cá vai: em 5 de Julho iniciei funções junto do Consulado português cá do sítio. Ahhhhh, que sorte! - dizem vocês, impetuosamente. Hum... Desenganem-se! Está longe da "América Prometida". Se é verdade que é melhor do que estar desempregada, também vos posso garantir que está muito aquém das minhas expectativas.

Explicando: fui contratada como Técnica Social - cargo para o qual exigiam alguém com uma licenciatura em ciências sociais ou direito. Assim, pese embora me apareçam questões de pensões/subsídios/e afins, a maioria do meus afazeres está relacionada com os tribunais. Não podem imaginar o número de notificações, citações e inquéritos que por cá se fazem! Confesso que é a parte mais gira do serviço. E até aqui, tudo bem.
No entanto, e não obstante o meu contrato por tempo indeterminado com o Consulado, não sou funcionária do Estado português. O meu contrato é regido pela lei local e pela portuguesa - ambas conciliadas para me atribuirem o minimo de regalias e o máximo de obrigações...
Não fosse o período experimental de 6 meses que o meu vínculo contratual contempla - e que me obriga a ter tento na língua - poderia falar-vos da minha remuneração (quando a vi preto no branco até tive vontade de chorar - a fazer limpezas não ganhava menos), do facto de não saber quando receberei o primeiro salário (só a mim é que isto acontece - nem o Estado me paga a tempo e horas) e do comportamento, por vezes (muitas!), indisciplinado dos utentes destes serviços (a grande maioria desta enorme Comunidade emigrante parou nos anos 70).

Ok... Não vos pareço satisfeita... Mas também se o parecesse, não estaria a dizer a verdade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Da nostalgia



Não sei se acontece o mesmo com vocês, mas eu, sempre que alguma etapa da minha vida chega ao fim, sou invadida por um profundo sentimento de nostalgia. Ainda que o período tenha sido marcado por momentos menos bons ou por alguma insatisfação, no último momento só recordo os aspectos positivos e apodera-se de mim uma saudade sem limites, que só me dá vontade de chorar.
E hoje termino não só o meu estágio no Tribunal de Justiça da União Europeia como, ao mesmo tempo, termina o meu Mestrado em Direito/Contencioso Europeu.
Obviamente que me sinto feliz por ter atravessado, sem lacunas, esta fase da minha vida, que me abrirá - espero - outras portas. Além disso, tive o enorme privilégio de conhecer e trabalhar com algumas das pessoas mais distintas no âmbito do Direito Europeu - professores, juizes e referendários - das quais destaco o meu mestre de estágio Dr. Juiz Cunha Rodrigues.
E certamente será por tudo isso, por todas as pessoas fabulosas que cruzei e por todas as experiências enriquecedoras que vivi, que, no momento da despedida, fico com um sabor a pouco.

terça-feira, 8 de junho de 2010

ALEX


Porque muitos não compreenderiam, e porque para mim nenhuma dissertação reflecteria esse amor maior que eu tinha e tenho pelo meu menino, fica apenas esta foto em memória do melhor cão do mundo e que eu jamais esquecerei. Sinto muito a tua falta pipizinho lindo!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Da nova etapa


Não foi sem surpresa que me dei conta do meu alheamento relativamente a este belo espaço que com tanto carinho criei e que prometi cuidar. Peço desculpa pela minha ausência mas tenho a certeza de que compreenderão que nem todos os dias são bons dias para escrever, que nem todos os dias são bons dias para partilhar e que nem todos os dias são bons dias para blogar...
Então vejamos. Desde a última entrada algumas coisas se passaram, nomeadamente a Páscoa - dia ao qual não dou apreço, por razão especial alguma - e que fica marcada, apenas, pela visita da minha priminha. Foi muito bom tê-la por cá, embora não tenhamos passado muito tempo juntas.
Com o final de Abril chegou também a data limite para a entrega dos trabalhos que em entradas anteriores vos falei. Confesso que não foi sem esforço que dei essa etapa por encerrada, mas é certo que depois de devidamente entregues um peso enorme me saiu das costas e pude, finalmente, respirar.
Como sabem, segue-se o estágio, que hora decorre. Mas entre o fim dos trabalhos e o início do estágio ainda pude desfrutar da visita de uma Amiga, daquelas que já não se fazem - a Xana. Quem nos conhece sabe que se uma de nós fosse gajo, o meu namorado não tinha hipótese alguma :) Só lamento a rapidez com que o ponteiro deu a volta ao relógio.
E feito este "aperçu" geral, resta concluir que neste preciso momento estou no meu gabinete, no Tribunal de Justiça da União Europeia, onde efectuarei o meu estágio, até ao dia 30 de Junho. Duas semanas já se passaram, a voar. Garanto-vos que as condições superaram as expectativas. É caso para dizer que me dava bem aqui... Não será contudo fácil. Ficara, não obstante, a riqueza de um estágio junto da instituição suprema do direito da União.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Da "nostra vera macchina"


Antes de qualquer outra consideração, devo reconhecer que o título da presente entrada é susceptível de induzir em erro todos aqueles que o lerem. Isto porque, independentemente de para mim a nossa nova aquisição ser uma verdadeira máquina - no sentido de grande carro - a verdade é que o pobrezinho já é um adulto feito, e a bem dizer a meio de vida.
Apesar disso, e da enorme dificuldade em chegarmos a um consenso sobre o melhor negócio, concordamos que o nosso Golf reunia os requisitos indispensáveis: manutenção comprovada, quilometragem aceitável, preço razoável e boa apresentação - tem uma cor espectacular, não tem? :)
Resta acrescentar que agora que temos os meios, não vão faltar os resultados: vai ser sempre a assapar! :D

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dos tormentos duma pobre rapariga


Dado o lapso de tempo entre a última entrada e a presente data, imagino que duas alternativas se vos apresentem como justificação: ou o excesso de trabalho que não me deixa tempo para blogar, ou o excesso de tédio que não me dá do que falar... Pois bem, a realidade é um misto das duas coisas.
Feito que está o primeiro semestre do master, é hora de me lançar na concretização dos trabalhos que juntamente com o estágio (na Cour de Justice de l'Union Européenne) vão validar o segundo. No entanto, e apesar de me ter tornado uma espécie de rato de biblioteca e ter recolhido um considerável numero de textos relacionados com os 3 temas sobre os quais me compete tratar, sinto que a motivação e inspiração me falham e que nada de realmente inovador me surge. E a cada passo fico mais confusa, ciente de que não estou a avançar, mas com a certeza de me esforçar nesse sentido. Durante o dia leio, durante a noite penso na estrutura... E no meio de tamanha agitação mental, confesso que me tem sido penoso descansar o cérebro. Além de que o ronron do meu querido namorado não ajuda a embalar os sonhos. Quase me apetece atira-lo abaixo da cama... :s
À mistura com estes aspectos de índole semi-profissional, digamos assim, que incluem a aproximação do fim do mestrado e a consequente incerteza do futuro, juntam-se os aspectos pessoais, nomeadamente o facto da minha vida se ter tornado o mais absoluto e completo marasmo... Pff... Apenas a certeza de que a primavera está próxima traz uma ligeira esperança de mudança...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Do dia dos namorados


Porque mesmo amantizados seremos eternos namorados, pensei que este dia poderia ser aproveitado para compensar o stress dos ultimos meses (por causa dos exames e dos dias frios) e dar alguma acção à nossa vida, satisfazendo, também, a minha (não tanto nossa) ânsia de conhecer novos mundos. Assim procurei destinos possíveis e relativamente próximos e acessíveis onde pudesse passar um encantador fim de semana com a minha cara metade.
Não durou muito tempo a excitação porque, com o argumento medianamente válido de que poderia ser chamado para trabalhar, o meu mais que tudo pôs um travão ao meu desvaneio. Mas não um fim! Porque se não era plausível um fim de semana fora (sendo certo que já há varios dias que o mau tempo o tem retido em casa e portanto, trabalhar sábados é coisa do ano passado), sempre poderia programar um domingo diferente.
Sugeri, fiz planos. Mas as opções foram-se esgotando, por isto e por aquilo, pelos pós pelos contras... e a minha vontade também.
It takes 2 to tango.
E assim sendo, a unica novidade neste domingo de S. Valentim foi o facto de termos almoçado em nossa casa (e não o tradicional almoço em familia, em casa dos meus pais).
Como nota positiva fica o fondue de chocolate que, mesmo não satisfazendo em pleno os gostos do senhor meu namorado pelo facto de ser quente, aromatizou o ambiente e aqueceu os nossos corações.